April 12 2013

Roberta Clarissa Leite

À procura da profissão certa: Jornalismo?


http://www.dreamstime.com/stock-photos-tv-radio-reporters-interview-image30109433A decisão sobre que curso seguir pode não ser tão clara no início para muitos estudantes. É conveniente levar em consideração algumas características pessoais e se elas se encaixam com a profissão desejada. A área de comunicação social, por exemplo, é bem procurada. O curso de jornalismo já é um dos mais atrativos entre os vestibulandos.

A série de opções pode fazer com que um candidato à uma vaga não sinta tanta certeza ao escolher sua profissão. O que fazer? Coletar informações sobre o dia a dia daquela atividade, conversar com profissionais da área são algumas dicas que podem ajudar na hora da escolha.

Em muitas universidades espalhadas pelo país o curso de Comunicação Social se apresenta com três habilitações: Jornalismo, Rádio e TV e Publicidade/Propaganda, cada um com vestibulares independentes, mas dentro da mesma área de conhecimento, essas graduações duram cerca de 4 anos ou 5 anos. Jornalismo e Publicidade lideram o rank. Habilidades na escrita, senso crítico, gosto por leitura são alguns indicativos que o caminho a seguir é esse.

Por todo o país há universidades que oferecem o curso,  por exemplo, na USP – Universidade de São Paulo, o vestibular 2013 apresentou  no curso de publicidade uma concorrencia de quase 48,46 candidatos por vaga, seguido de jornalismo com uma procura de 41,57 por vaga. Essa procura é uma indicação clara que o curso é bastante requisitado. Com o bombeamento de notícias e a vasta estrutura de ferramentas para compartilhá-las a área do jornalismo segue como oportunidade vantajosa para quem quer fazer parte do universo da notícia e da informação.

O Ministério da Educação(MEC) tem alguns critérios de avaliação para atestar a qualidade de universidades públicas e privadas. Uma das formas é através do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), é uma prova que avalia o aluno concluinte de graduação, mas as instituições não são obrigadas a participarem, por isso algumas renomadas ficam de fora de relação que enumera as melhores.[leadform03]

Entre as que participam e que obtiveram bom resultado, entre as públicas: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e entre as privadas: Universidade Católica de Brasília (UCB-DF), Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Faculdade Cásper Líbero-SP, esta última abriu o primeiro curso de jornalismo no Brasil, em 1947.

Ao buscar informações sobre as instituições de ensino, além da qualidade do corpo docente, biblioteca, ligação com o mercado de trabalho, é importante a universidade ter um estúdio equipado para os estudantes e futuros profissionais terem acesso ao processo de elaboração, edição de jornal impresso, um bom estúdio de rádio e TV também devem ser levados em conta. Algumas Universidades Federais tem as rádios e TVs universitárias que servem de laboratório para os alunos.

Há algumas funções que o estudante pode descobrir, mesmo ainda na universidade, no período de estágios, obrigatórios para a grade curricular. É nesse período que o universitário tem o primeiro contato com o ambiente de trabalho e que pode testar as diversas funções oferecidas pela carreira. São elas redator, editor, repórter de jornal impresso, de rádio notícia, agência de notícias, assessor de imprensa, editor de telejornal, âncora de TV, entre outras funções.

Dedicação é também exígivel aqui, como em qualquer outra profissão, mas no caso do jornalismo flexibilidade em relação ao horário de trabalho é um item importante. Quando se trabalha com notícia, nunca se sabe a que horas ou que dia algo importante irá acontecer e você vai ter que estar lá para coletar o máximo de informações em um curto período de tempo.  Um  jargão no jornalismo é dizer que você não sabe quando começa e não sabe quando termina.

É necessário ter em mente que um jornalista é um formador de opinião e ter responsabilidade pelo que se escreve e o que se transforma em notícia é ter uma atitude cidadã. Veículos de comunicação como TV, rádio e internet são as fontes de informação básica da sociedade e um profissional que neles trabalha é também parte desta construção.

As assessorias de imprensa são também um espaço de trabalho para profissionais da área, a principal meta aqui é colaborar com a imagem na mídia de empresas públicas e privadas. Sugestão de pautas para repórteres, organização de entrevistas coletivas, clipagem são atividades realizadas pelos assessores. A busca pelas assessoria também é um indicativo que os empregos tradicionais em jornais não oferecem tantas vagas e nem sempre é tão fácil se manter em uma. O bom é que há possibilidade de passar em concursos para a função de assessor e garantir um bom emprego na área. Diversos órgãos oferecem vagas, em 2012 por exemplo, foram realizados concursos para jornalistas formados para Aeronáutica do Brasil, Companhia Energética de Minas Gerais, Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado – PE, Secretaria de Cultura do Estado – BA, Tribunal de Justiça – AL, entre outros. De acordo com o edital dos concursos, o salário médio para jornalista no setor público é de R$ 3.533,33.

Além dos empregos, digamos, “oficiais”, muitos jornalistas escrevem livros, fazem documentários, escrevem matérias para revistas especializadas, mantem blogs e assim aumentam a possibilidade de ganhar mais fazendo o que gosta ou de apenas divulgar suas áreas de interesse.  Mas antes de tudo, saber escolher em que órgão de ensino estudar é um passo importante, uma universidade que já tem uma boa reputação é ponto a mais no currículo do recém formado. É comum se dizer que um bom jornalista é feito na redação de um jornal, mas a universidade tem um papel fundamental na formação não só do profissional, mas também do ser humano.

 

About Roberta Clarissa Leite

Roberta Clarissa Leite é jornalista e radialista, com 10 anos de experiência em radiofonia, é pesquisadora de literatura popular do nordeste brasileiro. Lançou em 2010 o documentário Nordeste que Rima, premiado pelo Ministério da Cultura do Brasil. Uma de suas paixões é viajar e compartilhar suas experiências com o público, além de estar sempre interessada em aprender novas línguas.


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